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Metáfora para Entendimento do Desenvolvimento Ágil

24 abr

Kent Beck, pai do XP, em seu livro Extreme Programming Explained, apresenta uma excelente metáfora para o que se entende como desenvolvimento ágil. Ele compara o desenvolvimento ágil à prática de aprender a dirigir um automóvel.

“Suponha que você se encontra em uma estrada em um longo percurso que segue em linha reta. Você está segurando o volante para que o carro se mantenha na pista. O que você faz com o volante? Você simplesmente trava as mãos nele, de modo que não se mova nem um milímetro? Você faz movimentos bruscos para a esquerda e para a direita tentando manter o carro nos limites da estrada? Ou você simplesmente mantém as mãos firmemente ajustadas ao volante e dá leves toques de um lado para o outro para manter o carro em linha reta? Se você simplesmente travar o volante, provavelmente o carro sairá de estrada mais a frente devido as irregularidades da pista. Se você fizer muitos movimentos bruscos a viagem será um tormento. Portanto, o que as pessoas fazem é manter as mãos no volante e dar pequenos toques para ambos os lados, sempre que o carro ameaça sair um pouco a direção. Ao longo de toda a reta, você terá dado inúmeros toques para cada lado, mas o percentual terá sido tranquilo e você terá conseguido manter o carro na direção correta”. (BECK).

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Para Teles (2004, p. 60), esta é a idéia do XP: onde o cliente precisa estar presente para que possa fornecer inúmeros pequenos feedbacks para a equipe, assim como a equipe lhe dará outro feedbacks. Desta forma, todos tentam manter o carro, ou seja, o projeto, em linha reta. E procuram fazer com que a viagem seja a mais tranquila possível.

A aproximação entre equipe e cliente permite que este último tenha maior visibilidade do que está sendo feito. Esta visibilidade gera maior confiança na medida em que o cliente acompanha todo esforço envolvido na construção do seu software. Mas, embora a presença do cliente seja altamente recomendável ao longo do desenvolvimento, é raro encontrar um cliente que tenha disponibilidade para estar presente.

Segundo Teles (2004, p.63), o ideal é buscar fazer um meio-termo, no qual, o cliente esteja presente pelo menos o suficiente para atender a maioria das necessidades da equipe com rapidez.


Referências:

BECK, Kent. Programação extrema explicativa: Acolha as mudanças. Porto Alegre: Bookman, 2004.

TELES, Vinícius. Extreme Programming: Aprenda como encantar seus usuários desenvolvendo software com agilidade e alta qualidade.  São Paulo: Novatec, 2004.

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Publicado por em 24/04/2010 em Uncategorized

 

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